quando fugiste, pensas-te no que tinhamos? no que construimos? era em ti que eu mais confiava, eras muito mais que um melhor amigo, o meu abrigo. quando estava mal, chorava contigo. não dizias nada, só olhavas e deixavas-me abraçar-te, e eu agradeço-te imenso por isso. quando tinha um dia daqueles mesmo bons olhavas para mim com uma expressão orgulhosa. via-te sorrir quando mais ninguém o fazia. sempre partilhei tudo contigo e ainda assim, desapareces-te. nunca te disse, mas estarás eternamente tatuado no meu coração, não sou como aqueles que se arrependem das tatuagens e fazem outras por cima ou chegam ao cúmulo de fazer cirurgias a lazer para "eliminar" o que foi/é uma saudade, um sentimento, uma lembrança daquilo que foi alguém ou alguma coisa. neste momento não sei onde estás mas sei que nunca te esquecerás de mim, assim como tu nunca deixarás de fazer parte de mim, não como o 1º animal que tive, mas como o melhor amigo que nunca nenhum humano conseguirá ser.
/14 de Novembro, 2010


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